:: LAJE DE SANTOS ::

Laje de Santos Criado no dia 27 de setembro de 1993 pelo Decreto Estadual 37.537, o Parque Estadual Marinho da Laje de Santos é o primeiro parque marinho do estado de São Paulo.

Em meados da década de 80, uma viagem de barco até a Laje de Santos levava aproximadamente quatro horas.

Eram oito horas no trajeto de ida-e-volta, só para fazer alguns mergulhos. Mas valia a pena.

Verdadeiro monólito plantado bem no meio do oceano, a cerca de 40km da cidade de Santos, a Laje já era conhecida - mais de 17 anos atrás - pela diversidade da fauna e pela visibilidade.

Tratava-se, na época, de um dos melhores mergulhos de toda a costa brasileira.

Durante o longo percurso a bordo de uma pequena traineira de pesca adaptada para o mergulho,
tinha-se todo o tempo do mundo para observar a bela e recortada geografia do litoral entre Santos e Guarujá, a Ilha da Moela, seu farol e os cargueiros ancorados perto da entrada do porto (depois de passar pela Moela, são mais 9 ou 10 km até o encontro com a Laje, uma pedra enorme e praticamente desprovida de vegetação).

A extensão de mar azul entre o continente e a Laje de Santos freqüentemente proporcionava surpresas as mais agradáveis para os mergulhadores.

Não raro, grupos de golfinhos apareciam na proa do barco. Baleias e arraias também davam as caras com regularidade.

Hoje, há quem diga que a abundância de vida já não é mais a mesma. Mas quase nada parece ter mudado de lá para cá. Os golfinhos continuam sendo avistados.

Talvez, não com a mesma regularidade. Mas continuam. E as baleias também.

Quanto às raias...bem, as jamantas ainda são o símbolo da Laje.
 
O que de fato mudou está fora d'água. As quatro horas de viagem em uma velha traineira transformaram-se em pouco mais de uma hora e meia a bordo de uma lancha rápida. Em outras palavras: se você ainda não mergulhou na Laje, deve fazê-lo assim que possível.

À medida que o barco se aproxima da Laje, revela-se diante dos mergulhadores uma rocha de 33m em seu ponto mais alto, onde está um farol, e cerca de 550m de comprimento.

A vegetação, quase inexistente, fornece algum abrigo para centenas de aves migratórias.

Aparentemente árido na superfície, o cenário mostra-se rico e diverso em sua porção submarina. Logo após o início do mergulho torna-se evidente a variedade de vida marinha residente na Laje de Santos.

Peixes da família dos bodiões exibem suas cores enquanto frades nadam aos pares, curiosos para entender o que são aqueles seres estranhos que soltam bolhas enquanto se locomovem próximo ao fundo.
Enormes corais-cérebros crescem na encosta submarina, criando um relevo irregular extremamente propício para que as espertas garoupas se escondam em tocas ou fendas. A melhor forma de observá-las é ficar parado e respirar lentamente, para que as bolhas não as assustem.

Caso contrário, somente as pequenas e valentes "donzelinhas" aparecerão, boas de briga na defesa do seu território.

A área ao redor da Laje de Santos, do Rochedo dos Calhaus e de alguns parcéis foi transformada em Parque Estadual Marinho em 1993. Desde então, pesca e caça sub estão proibidas.
Isso explica a boa qualidade do mergulho.

No início dos anos 90, o Moréia, um velho barco pesqueiro, foi levado até a Laje e afundado propositadamente, com o objetivo de atrair mais vida marinha e criar um novo ponto de mergulho
A 22m de profundidade, o pequeno naufrágio agora faz parte de um ambiente submarino que, até então, não mostrava qualquer sinal da interferência humana.

Outra atração é o mergulho no Rochedo dos Calhaus. Localizado cerca de 2km ao sul da Laje, Calhaus é resultado de um fenômeno geológico típico do litoral paulista.

Para os mergulhadores, a diversão está concentrada na passagem em forma de fenda que corta o rochedo ao meio no sentido leste-oeste. Essa passagem, ricamente povoada por corais, gorgônias e uma variedade de peixes, é de uma beleza singular.
A profundidade da fenda varia de 4 a 12m.

No período que vai das 10h00 às 14h00, raios de sol penetram na lâmina de água produzindo feixes luminosos que se refletem no fundo rochoso e iluminam as cores dos corais, esponjas e gorgônias.

Para mergulhar em Calhaus é preciso contar com uma boa ajuda do tempo.

Sua formação rochosa não oferece proteção contra as ondas e correntes que surgem sem prévio aviso.
 

A grande distância entre a Laje de Santos e o continente é outro fator que ajudou na preservação do ambiente marinho, mesmo com o crescente fluxo de mergulhadores verificado nos últimos anos.
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